Sexta-feira, Setembro 22, 2006

ANGOLA EM (IN)MOVIMENTO 1

Nas últimas três semanas voltamos a percorrer o país por terra para usar as "novas" estradas, obra dos chineses. Desta feita, partimos de Luanda em direcção a Ndalatando, província do Kwanza Norte. As imagens do programa "Angola em Movimento" dão-nos a ver as boas estradas que estão a ser reabilitadas e construídas pelos chineses e pela Becom (Brigada de Construção Civil da Casa Militar, cujo chefe é também o responsável da Gabinete de Reconstrução Nacioanl). Animados por aquelas imagens, é difícil resistir à tentação de viajar por terra e ter a oportunidade de rever o morro do mbinda.
Para nossa alegria, logo que se começa a deixar o trânsito caótico de Luanda, a presença de chineses é bem visível na quantidade de "estaleiros" com indicações em chinês, de camiões basculantes a ser guiados por chineses e ... de muita poeira al longo das estradas... Tudo isso indica-nos que há algum trabalho a ser feito nessa via. Depois, deparámo-nos com boas estradas, onde é possível viajar a velocidade de 120km/h e para os mais corajosos a 160km/h. O grande risco é cruzar com um camião conduzido por um chinês, já que eles têm fama de ser maus condutores.
Embalados por esses pedaços de estrada, o viajante impaciente e entusiasmado é capaz de começar a fazer as contas do tempo que se leva até chegar a Ndalatando. Mas desengane-se porque ao sair do Nzenza do Itombe entra-se por desvio de terra batida que leva mais ou menos três ou quatro horas a ser percorrido, a uma velocidade que vai desde os 20km/h a 60km/h. Tudo isso é possível porque São Pedro fechou as torneiras. Mas se por um azar ele decide regar os campos adeus picada e conforto e bem vindo o calvário do Mbinda.
Quem tem o azar de sair de Ndalatando pelo Mbinda leva 3 a 5 horas para chegar ao Dondo. O curioso das partes de estrada asfaltadas é deparar-se com pedaços por asfaltar. Quando se tem a sorte de dar boleia a um habitante local ou agente da ordem pública e pergunta-se-lhe sobre aqueles pedaços por asfaltar ou pela ausência de trabalhos nalguns lugares, a resposta pronta é desconcertante: "esse pedaço é da responsabilidade da Becom. Os trabalhos pararam antes de começar porque a máquina avariou pelo caminho. Estão a espera da peça para fazer trabalhar a máquina". Ao perguntarmos quem o responsável da Becom. A resposta sai com dificuldade: O chefe da casa civil, o mesmo que coordena o gabinete de reconstrução nacional que controla até os chineses".
O curioso é saber que as obras de reconstrução das estradas avançam a bom ritmo. Mas quem quer ver e observar a qualidade do asfalto que está a ser colocado pergunta-se: isto é para durar quantos dias? Faço fé que aquilo que os meus viram seja apenas uma primeira camada de alcatrão, porque se for a definitiva, é caso para dizer: onde não funciona a fiscalização das obras que se fazem até a eficiência chinesa gera inificiência e delapida o erário público.
Até lá que alguém nos ajude e que Angola continue em movimento!!!!

Upindi Pacatolo

2 Comments:

At 6:57 PM, Blogger Angelo de los Angeles said...

Greetings from Canada :)

 
At 5:52 AM, Blogger Mankakoso said...

Komé, man Pakas????
Tás sem net na nguimbi ou kiê???
Passa na minha kintar. Vamu si dár de uns baldes de kapuka katé fikarmos bem pelenguenhados!!!
Já tamos a entrar no fim de semana.
Tens boda?
Fui.

 

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